HellForces [PC]

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Descrição do jogo:
Um FPS que vai buscar inspiração aos clássicos

Hellforces é mais um jogo do catálogo da Buka, criado pela Orion. Desta vez, são colocadas de parte as experiências artísticas de Pathologic ou a aventura de Midnight Nowhere, e temos direito a um título que é claramente (e mesmo indicado pelos seus autores) uma homenagem aos FPS de antigamente. Sabem, aqueles jogos simples, onde se dispara, apanha-se uma chave, e temos uma história bastante simples por trás.

A versão de antevisão que recebemos confirma alguns desses pontos, mas acaba por desmentir outros. Os minutos iniciais de Hellforces colocam-nos perante referências óbvias: a história é intercalada por sequências de banda desenhada a preto e branco, como em Max Payne, o nível urbano lembra-nos facilmente Duke Nukem 3D, e a série de zombies que vem na nossa direcção faz-nos pensar em The House of the Dead. Mas esta viagem ao passado continua com os níveis: os esgotos não podiam faltar (por favor, abulam os esgotos de uma vez por todas!), o nível das catacumbas marca presença, e está mesmo agendada uma viagem ao Inferno (olá, Doom). Hellforces é uma caldeirada de referências, mas não é assim que muitas vezes saem os melhores jogos?

Só que a Orion não vai ter aqui um grande jogo, e eles próprios admitem isso. O jogo está muito próximo do seu lançamento - já terá sido inclusivamente lançado em alguns países - e certas falhas dificilmente serão corrigidas. Mas antes disso, uma pequena passagem pela história. O jogador encarna Steve Geist, que se encontra sob interrogação de um agente da Interpol. Vamos assim viver toda a aventura em forma de flashback, enquanto Geist descreve o que se passou até acabarmos naquela sala. Tudo começou quando andávamos atrás da nossa ex-namorada, para impedir que ela fosse buscar mais umas doses aos seus fornecedores. Entrámos assim numa zona contaminada, cheia de zombies e tal, e alguns polícias em confronto com eles. Estranho é que mesmo quando salvamos um humano dos zombies, ele vira-se para nós e ataca-nos. Por isso, disparar primeiro e perguntar depois parece ser o lema em Hellforces.

Ao atravessar os níveis deparei-me com alguns momentos onde simplesmente não sabia para onde me dirigir. Os designers criaram alguns mapas com caminhos distintos, e certas zonas de saída estão camufladas (uma tampa de esgoto debaixo de uma caixa de cartão) ou não são assim tão óbvias. Às tantas, alguma frustração invade o jogador, também devido ao facto do salto (e duplo salto, que também existe) ser fraco e mal gerado, e existirem inúmeras barreiras invisíveis que nos impedem de aceder a zonas que até estão ao nosso alcance. Um problema de design que, lá está, duvido que seja alterado até à versão final.

A contrariar a simplicidade adiantada pela Orion está esta ocasional falta de orientação do jogador, mas também alguns puzzles. Por vezes convém mesmo recorrer a papel e caneta para assentar certos símbolos, sob pena de andar para trás e para a frente.

Para além dos diversos tipos de zombies, encontrei outros inimigos clássicos, assim como o habitual boss. Polícias, doutores e aqueles terríveis predadores… as ratazanas de esgoto! Por favor, a par da abolição dos níveis dos esgotos e dos armazéns, vamos pedir também que estes malévolos inimigos deixem de aparecer nos jogos. Em Hellforces, o surgimento destas pestes é motivo de fuga para o jogador, e porquê? Porque por maior que seja o nosso cutelo ou metralhadora, só causamos dano se a pequenina mira estiver realmente em cima do inimigo. Isto apesar do movimento a varrer o ecrã que podemos fazer com as armas brancas! Esperemos que isto seja realmente corrigido.



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